Carta a Pérgamo

APOC. 2:12-17

A igreja de Pérgamo era fiel ao nome de Cristo até o ponto do martírio, mas tolerava os falsos mestres, provavelmente do mesmo tipo que atuava em Éfeso.

Parece, entretanto, que enquanto em Éfeso os pastores, resistiram solidamente aos falsos mestres, em Pérgamo os pastores, sem pessoalmente sustentar os falsos ensinos, toleravam em seu meio quem os aceitavam.

Os falsos ensinos proclamavam o direito de os cristãos participarem das imoralidades pagãs.

O Senhor, embora elogiasse a igreja pela fidelidade ao seu nome, não deixou de se apresentar como “aquele que tem a espada afiada de dois gumes”, uma advertência à falsidade, a média a tolerância à mentira e a interesses pessoais, o Senhor diz que não tolera estas coisas na igreja.

Esta igreja passou a viver sob o favor imperial, adaptou-se ao mundo, desfrutou de seus confortos e tornou-se participante de seus vícios.

O que ganhou em conforto e popularidade perderam em espiritualidade.
É geralmente assim que as coisas sucedem.

Pérgamo representa também o tempo que começou com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo.

A carta à igreja de Pérgamo fala da paganização da igreja. Isto aconteceu também com muitas outras igrejas (o que começara a suceder até mesmo nos fins do primeiro século da era cristã).

O gnosticismo, uma antiga heresia, essencialmente um misticismo oriental, que misturava em si mesmo elementos do judaísmo, do cristianismo e da filosofia e mitologia grega, assediou a igreja fortemente por cento e cinqüenta anos.

Nada menos de oito livros do Novo Testamento, foram escritos para combater essa heresia: Colossenses, as três epistolas pastorais, as três epistolas joaninas e Judas.




Estas advertências feitas nestes livros e também em Efésios, no evangelho de João e Apocalipse nos servem como alerta, hoje não temos uma situação melhor do que passaram aqueles irmãos.

Hoje temos incontáveis “Bíblias” cada um criou o seu deus a sua moda, um deus peg-pague e leve, um taro gospel, uma boacumba, púlpitos tornaram-se “púlpitos brancos” aonde prevêem de tudo para quem “crer”.

Outros por revelações reformaram a Bíblia, reformaram a Palavra, tiraram à divindade de Cristo, reduziram o espírito santo a uma mera força ativa criaram novas estradas para o céu, começaram a interpretar suas loucuras como revelações que garantem uma vida eterna, jogando no lixo os exemplos de Cristo, a palavra encarnada, o caminho fiel para a vida eterna.

Com isto vai nascendo milhares de facções, ideologias, religiões que vem escravizando a massa em torno de si, engraçado que todas elas tem a mesma característica exclusivista, só elas levam para o tão sonhado céu.

Quero terminar com um alerta bíblico desprezado pelos lideres religiosos, cristãos e outros, sei que não se espantam mais com isso, mais um dia lembrarão que foram alertados a deixarem suas loucuras, e voltarem-se a simplicidade da fé e do amor, libertando os pequeninos de todo domínio e dependência, ensinando a verdade, tal como Deus nos revelou, sem omitir nada, ele mostrou-nos tudo, simplesmente por amar-nos, erramos por nem sequer conhecermos este amor e nem acharmos que Ele é suficiente para nós, que a Bíblia é suficiente para nós, que o sacrifício de Cristo é suficiente para nós!

Ap. 22.18
Para aqueles que alteram propositadamente, os conteúdos e as idéias da Bíblia, que fazem adições ou subtrações,

Deus lhe acrescentará flagelos escritos neste Livro, sofrerão as muitas pragas contidas neste Livro.

Você pode pensar que esta advertência é só para o livro de apocalipse, porem é para toda Bíblia.

Com nossa boca afirmamos que as Escrituras são divinamente inspiradas, mas com freqüência negamos esta verdade em nossas vidas.

Se um anjo, subitamente, aparecesse em uma de nossas reuniões e proclamasse essa verdade, imediatamente muitos crentes haveriam de dar muito mais importância a Bíblia.


Ai começa a viagem, o surto coletivo por alcançar a santidade, a resposta, a novidade, as adições e subtrações, voluntárias e involuntárias.

Muitos já violaram a Bíblia, perderam o respeito e sem saberem estão já condenados!

Bibliografia
Manual bíblico de Halley – edição 2000
O Novo Testamento Interpretado R.N. Champlin, Ph. D. edição 1933
Parte de trabalho entregue ao ICP, sobre estudo indutivo de apocalipse 2.

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