Igreja x Desviados 3

Muito interessante este bate papo entre irmão Roberto e seu amigo Valter, se puderem, consultem as publicações Igreja x Desviados 1 que esta no menu de Maio, Igreja x Desviados 2 que esta no menu de Junho, para entenderem melhor esta matéria.

Leiam com calma, tirem suas conclusões, opinem, e não esqueçam de respeitar quem tem opinião diferente da sua!

Segue na integra:


Quando mandei o texto da mensagem “Igreja x Desviados”, do meu amigo Marcelo que por sinal estudou comigo no ICP, pensei que você teria a mesma visão que eu.

A idéia era que você também escrevesse no blog assim como eu e o Bita escrevemos, inclusive o texto resposta a “Igreja x Desviados” que escrevi e foi postado no blog te mandei também.

O blog é livre e pode expressar a vontade idéias sobre o tema que se quiser.

Longe de mim irmão de querer causar debates teológicos, cada um tem o direito de pensar e agir como quiser, mas acho que pelo tempo que nos conhecemos temos essa liberdade e achei super legal você ter escrito e exposto o que você pensa, principalmente sobre este tema “Igreja”, pois nunca conversamos sobre o assunto.

Irmão peço licença para expor o que está no meu coração, mas repito, longe de causar debates, pelo contrário, respeito sua posição.

Irmão Valter pelo jeito nós temos idéias bem diferentes.

Lembra quando nós nos conhecemos em 1988, pois é eu lembro como se fosse hoje.

Naquela época com 22 anos de idade a alma sedenta por Deus o que apresentaram pra mim foi à igreja (instituição), afinal se você quer Deus tem que ter a igreja, fora da igreja não há salvação, e eu fui.

Pois bem eu levantei a mão aceitei Jesus fui à frente etc.

Cumpri todos os rituais, dei freqüências dominicais, semanais, freqüentei escola dominical, vigílias etc.

Mas já naquela época sentia um fardo PESADO tanto que o meu primeiro conflito foi o batismo.

Eu fiquei com muita dúvida se me batizava ou não.

Queria Deus, mas não àquele julgo legalista, pensava que poderia ser diferente, e o tempo foi passando até eu não agüentei e joguei a toalha.


Quando entrou a década de noventa estava fora, com a marca de Caim, pertencendo aos da galeria dos desviados como se fala até hoje.
Porém carreguei a igreja comigo, e sempre vinha na minha mente que tinha que voltar, pois se morresse, pensava iria para o inferno.

A única referencia que eu tinha de reino de Deus, era estar na igreja.

Pra mim eu estando fora estava desligado, essa foi à mentalidade que foi formada nos poucos anos que congreguei.

Mas a vida dissoluta que passei a viver também não estava legal, e sempre encontrava com algum irmão da igreja e me dizia: Volta enquanto é tempo! E se Jesus voltar como é que fica? Eu passei a viver uma “PARANÓIA”.

Até que por fim voltei, corrido da cidade dos homens, pois o bicho estava pegando feio pro meu lado.

Eu pensei: Se para ter Deus tem que casar com a igreja, ou seja, pertencer à religião tudo bem, eu vou. E fui meio contrariado, chorando lágrimas de sangue. E como foi duro!

Isso aconteceu em meados de 1999. Fiquei fora da igreja uns 10 anos.

Mas só que agora era diferente, pois eu não era mais um adolescente, um marinheiro de primeira viagem, estava atento a tudo.

E comecei a questionar o porquê de varias coisas que não condizia com a Bíblia.

E ninguém me dizia nada, começando pelo Nailson, pastor Marcelo, pastor André, os amigos mais chegados, enfim, ninguém.

Eram múltiplas visões, um olho de mosca.

Lembra da carta que mandei pra você em 2002 quando estava em Miami, pois bem já naquela época minha fé estava abalada, eu estava em conflito.

Foi quando em 2005 eu entrei no ICP, pois a resposta que não encontrava na instituição pensava sanar no curso teológico, era a única saída em que estava vendo.

Quando comecei a estudar as coisas começaram a mudar dentro de mim, e comecei a ver que a igreja estava totalmente “FORA”.

A cada aula que tinha, eu ia sendo desinstitucionalizado.
O cristianismo foi morrendo dentro de mim.
Passei a não acreditar mais na igreja, principalmente quando tive “História da Igreja”.
As verdades que chegavam a mim eram reveladoras e bombásticas.

Eu estava tão indignado que eu não sei se você sabe, no meio do ano passado, convoquei uma assembléia para discutirmos sobre os abusos da igreja.

Distribui mais de 1000 panfletos, cartazes foram colocados no centro de Santo André, e arrumei um salão para 300 pessoas.

A intenção era discutirmos o assunto, e ver o que poderia ser feito.

Talvez começarmos um grupo diferente, sem domínio de poder, sem hierarquias, lei de Gerson etc.

Pois bem no dia 07/08/2007 que seria realizado a reunião não compareceu ninguém. “AMÉM”.

Depois disso coincidentemente comecei a ter acesso às mensagens do irmão Caio Fabio, junto com algumas literaturas.

Valter confesso a você, eu não conhecia o Caio. Só ouvia falar coisas negativas a seu respeito, o Sérgio que falava às vezes alguma coisa a respeito, que por sinal falava muito bem, mas eu tinha minhas reservas.

Lembro que assisti uma mensagem na casa da irmã Anézia no começo do ano passado, inclusive você estava junto, mas não gostei lembra?

Estava o Néco, Sérgio, Zeca, o Marcos, Miltinho, você, eu e outras pessoas que não lembro direito.

Mas já no meio do ano depois do ocorrido, resolvi dar atenção ao Caio, foi quando tomei um BAQUE.

Os vídeos que eu assisti do You Tube que o Néco Gravou, mais o livro “O caminho da graça para todos”, foi o suficiente para clarear tudo.

Foi difícil pra mim, pois todo sepultamento é doido, e no caso o “CRISTIANISMO”.

Tudo que ouvia, e lia o que o Caio falava, ratificava tudo que eu já estava vendo e aprendido na teologia.

Com o Caio aprendi o que é Evangelho, Graça, a não barganhar com Deus, não se justificar, a diferença entre religião e Evangelho etc.

Em toda a minha vida eu nunca ouvi uma mensagem na igreja sobre: Graça, Evangelho da Graça, justiça própria, amor, misericórdia.

Essa linguagem de Evangelho da Graça só ouvi da boca do Caio Fabio.

De modo que hoje irmão a maturidade chegou, e cheguei numa seguinte conclusão: A igreja que não é igreja e usurpa o nome de igreja, não tem nada haver com o Evangelho.

A igreja instituição faz um caminho oposto ao Evangelho.

E porque que eu estou falando tudo isso, e fiz um resuminho do que se passou comigo desde o inicio.

Para dizer que dentro desse raciocínio que clareou a mim, quando você diz que estar em uma instituição, ou não tanto faz, não faz diferença, pra mim faz toda diferença.

E Paulo quando fala em (Rm14), o que come não condene o que não come, e o que não come não condene o que come..., ele não está se referindo a igreja “instituição”, pois nem existia.

O que ele levanta ali é sobre os costumes judaicos.

Não se da nem para se fazer um paralelo com igreja “instituição”, aquilo foi um aplicativo pra época e com propósito completamente diferente.

A questão é que quando eu falo que faz diferença em estar na igreja partindo do pré suposto que a pessoa aclarou de fato o que é Evangelho, eu me refiro como se fosse qualquer religião.

Não tem lógica, por exemplo, se ficar dando freqüência no espiritismo uma vez que se revelou a verdade do Evangelho.

Assim da mesma forma se a pessoa for do Judaísmo, ou Budismo, ou Catolicismo, ou Islamismo, ou Maçonaria, Mormonismo, Testemunha de Jeová etc.

A religião quer tomar o lugar de Deus na terra, seja ela qual for.

Ela substitui aquilo que Deus planejou para o homem, e se falando de cristianismo, PIOROU.

A igreja quer tomar conta da vinha, ser a detentora, mediadora, e o único acesso ao reino de Deus. Ela tem a chave e liga e desliga.


QUANTA ARROGÂNCIA!

A religião Cristã não forma consciência do que de fato é evangelho a ninguém.

A prova sou eu, fiquei quase 20 anos e não sabia o que era o evangelho, graça, justiça própria, etc.

O que formou em mim todos esses anos foi uma consciência pagã.

Ninguém hoje que está na igreja entende estas coisas.

As pessoas são religiosas, e dentro do raciocínio da religião só querem mostrar serviço, se aparecer, ter poder etc.

No âmbito secular que você coloca e faz um comparativo com o estar em uma religião ou não é bem diferente.

O Brasil é um país não uma religião.

E Paulo deixou tudo pra traz quando encontra com Jesus a caminho de Damasco.

Ele chega a dizer que reputou tudo o que ele havia aprendido na religião como esterco, refugo; em troca da sublimidade e do amor de Cristo.

O Evangelho que Paulo pregava era bem diferente do contexto de hoje.

Ele não tinha a preocupação para com os da igreja “instituição”, pois repito não existia.

Eu sei que tem muita gente que está pensando que o Caminho da graça é uma Igreja.

Que o Caminho da Graça veio para separar o joio do trigo, como você diz.

Sei também que tem gente que pensa que o Caminho da graça tem um endereço. As estações.

E que o Caminho da Graça é só mais um chegou.

Mas o Caminho da Graça na verdade não é nada disso.

Se as pessoas dessem uma chance para ouvir a proposta do Caminho no seu todo, iriam ver que não é nada haver.

Mas não, vão ao SITE do Caio lêem um pedaço aqui outro a cola, assistem uma mensagem pela metade, ou condicionadas, e acabam formulando idéias erradas.

Não querem ouvir a proposta de uma forma organizada, ao contrário especuladora.
Moral, não entende NADA!

O Caminho da Graça veio para resgatar uma mensagem que estava encoberta, adormecida a mais ou menos 1900 anos atrás.

E que mensagem? O Evangelho da Graça simples e sem barganhas.

Um Evangelho para ser vivido na vida, fora dos muros de Jerusalém.
Fora do arraial e sob a vigilância dos fiscais da religião.

O Evangelho que Paulo o apóstolo da graça pregava.

O Caminho só tem um endereço, dentro de um coração quebrantado e contrito.

O Caminho é o Evangelho, o dia que o Caminho deixar de pregar o Evangelho ele deixa de ser o Caminho, e o Evangelho continua sendo Evangelho.

As Estações da Graça são lugares para se falar do Evangelho mais nada.

Não tem vinculo institucional tanto que, pode mudar de lugar como já aconteceu.

As Estações são voltadas para o organismo e não para a organização.

A mensagem do Caminho é o Evangelho da graça, que não cabe na religião.
É formar uma consciência de Evangelho.

É um modo vivente dos cristãos do 1°, 2°, 3° século que viviam suas vidas normais com a consciência de que estava tudo pago que Deus resolveu tudo em Cristo, ou seja, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo com sigo mesmo.

E não tinha templos cristãos, pois Jesus não mandou ninguém construir NADA.

Só podia ter vindo da cabeça de Constantino, um pagão com segundas intenções.

Essa mensagem irmão se for pregada em qualquer religião acaba religião.

Imagina uma igreja evangélica ouvir o evangelho, vão dizer que você está louco.

A não ser que se negociar, caso contrário “ACABA”.

Valter não quero fazer a cabeça de ninguém fica a vontade para fazer o que você acha que tem que ser feito.

Mas o que eu estou entendendo de Evangelho com o amadurecimento que me chegou é esse.

O Bita também pensa dessa forma, nós conversamos muito a respeito.
Ele tem sido meu parceiro de caminhada.

O cristianismo morreu dentro de mim, porém estou até a tampa de Evangelho.

No amor de Cristo
Seu irmão e amigo,
Roberto.


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