Mocidade On Line

Antigamente o negócio era empinar pipa, andar de carrinho de rolimã, bater uma bolinha de gude, rodar um pião, etc...

Hoje a rapaziada curte playstation, orkut, jogos on line, etc...

As curiosidades que antes eram explicadas pelos pais ao pé do ouvido, hoje são resolvidas facilmente na informalidade de um click.

Assim vai nascendo uma geração diferente.

Fica difícil definir se isto é bom ou ruim, fato é que este acesso on line, demonizado por muitos, tem servido de escape para milhares de pessoas, inclusive os jovens.

Muita gente sente-se mal com aquilo que vêem e ouvem em sua comunidade, em casa, na escola, etc... Porém temem falar a respeito de forma aberta com seus pais, pastores e lideres, na maioria das vezes, aqueles que assim fazem acabam sendo aconselhados de forma superficial, é como aquela coceira alérgica tratada apenas com um paninho molhado.

Antigamente a coisa parava ai.

Hoje, tranca-se no quarto e tctctctctctctctc, e pronto, forma-se uma nova opinião.

Tudo aquilo que foi reprimido, é posto para fora, descobre-se colegas, faz-se amigos, troca-se idéias sem censuras, e tudo que era tabu, já não é mais, aquilo que a igreja e a família deixaram de explicar, ensinar é suprimido pelo tctctctct, assim descobre-se tudo, nem sempre da forma mais correta.

Este mundo virtual é enorme, não dá para imaginarmos, quando comecei blogar, escutei o seguinte: Pra que isto? Pra que ficar escrevendo em uma M. de bloquinho? Quem vai ler? O que você vai ganhar com isto?

Para minha surpresa em dois meses, já descontando minhas entradas para publicações e manutenção, recebi mais de 400 visitantes, se todos leram o que escrevi, não sei, mais tenho registrado algumas manifestações bacanas, outras nem tanto e pasmem a maioria de jovens!

Muitos jovens e não só eles, buscam respostas para suas aflições e indagações na internet, por quê? Simplesmente porque se tem uma troca de idéias aberta sem politicagem e interesses e o melhor, não se corre o risco de fofocas.

Ninguém conhece ninguém, o que une é apenas a curiosidade o desabafo a vontade de alcançar novas descobertas de ser abraçado de se sentir incluído, importante, etc...

Quando formos apenas nós, despidos de cargos ou profissões, conseguiremos escutar e respeitar mais as pessoas, suas limitações e sonhos, assim nos aproximarmos dessa “galera” ganhando sua confiança e amizade.


Falo isso como pai, é fácil julgar e burrocratizar a vida dos outros, o difícil é lembrar que nós também passamos por fases, erramos e hoje condenamos com a maior cara de pau, com critérios que nos condenariam também.

Falo isso principalmente por entender que em Cristo a forma de ouvir, “julgar” e aconselhar é bem diferente da nossa.

Sim, para mim em Cristo, eu tenho toda referência de como agir!

Entender sua história, seus atos, suas palavras é a chave para mudarmos tudo em nossas vidas, inclusive a forma de aconselhar nossos jovens.


Bibliografia:
Marcelo & Eunice

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