Inferno...




Até que ponto seremos responsabilizados por cada pessoa que não se encontre com Cristo?

Por cada pessoa que não foi salva?

Por cada pessoa que não ouviu falar de Jesus?

Até que ponto devo viver uma vida social, familiar e comunitária baseado na pressão de "falar de Jesus" a todo momento como se houvesse uma meta para cumprir no final de mês?

Até que ponto devo sentir-me culpado por não "falar de Jesus" para qualquer pessoa que me dirija a palavra, já que não sabemos quando tal pessoa irá morrer...

Pode ser logo após de acabar de conversar comigo...

Até que ponto devo viver esse desespero por "falar de Jesus" me preocupando apenas com a minha culpa em relação ao destino das pessoas depois da morte?

Porque não vejo essa urgência em pregar o Evangelho modelada dessa forma de pressão quando leio o Novo Testamento?

Porque tenho a sensação que o "pregar o Evangelho" é fruto de uma transformação pessoal que indiscriminadamente resulta de um indivíduo mudado por Cristo e grato a Deus?

Não de uma pressão religiosa que oprime e trabalha a fuga da culpa como motivação para "falar de Jesus"?

Será que terei que viver no céu atormentado pelas pessoas que irão para o inferno porque algum dia eu estava mal, triste e com alguns problemas e não me senti a vontade para falar de Jesus para uma pessoa, que por azar meu, morreu sem escolher por Cristo?

Será que é este céu que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram que Deus tem preparado para aqueles que o amam?

Porque uma pessoa deveria sofrer eternamente no inferno por causa de uma vida passageira de 70 anos em média?

O justo não seria sofrer até pagar tudo o que fez nesta vida em desacordo com a vontade de Deus e por conseguinte que afetou outras pessoas: se estuprou, se matou, se abusou sexualmente de uma criança, se mentiu, se roubou, se enganou, se não amou, se vingou, se idolatrou, enfim...

Se não se arrependeu de nada e não foi justificada por Cristo, seria justo pagar até o "último centavo" por tudo que praticou, mas, tendo pago tudo... porque mantê-la sofrendo eternamente?

Não configuraria um sadismo divino da parte de Deus manter pessoas sofrendo indescritivelmente no inferno, ou no lago de fogo para sempre?

Não sei se acho isso muito justo...

Até que ponto não é um mito, um cabresto que a igreja criou para governar pelo medo?

Então quer dizer que o livre arbítrio não passa de uma grande piada?

Deus diz: "Olha, se você me obedecer e fizer a minha vontade e me amar você morará no céu comigo.

Mas, se não, você sofrerá de uma forma que não há como explicar, queimando e agonizando para sempre, e jamais acabará esse tormento...

E aí?

O que vai ser?(sorriso sádico e irônico)"

Acho que não consigo dizer "Deus é amor e misericórdia e justiça" e depois "Se não aceitar você vai queimar vivo para todo o sempre"... Uma invalida a outra!



Opinião do Blog:

Primeiro quero deixar claro que cremos na Bíblia como ela é sem acréscimos e decréscimos.

Porem outro dia ao abordar este tema em sala de aula, me dei mal e acabei tendo que me retratar para não ser taxado de herege.

Entendo bem o que o autor quis expressar, nós nos julgamos tão dignos e santos que se não presenciarmos o “injusto infiel” sendo atormentado, queimado, fritado, etc... por toda eternidade não será justo.

Alias voluntários para ajudar na fritação eterna, tenho certeza que não vai faltar.

Essa desgraça já se tornou parte da recompensa que vamos ganhar, ver os “ímpios” ganhando também sua coroa, só que de “brasas”.

O fato é que hoje isso é usado sim como cabresto, para manipular o povo, que engole tudo, por falta de conhecimento da Verdade e da Graça.

Hoje o “dito” já canta a bola de como vai ser esse tormento, tem lugar nos microfones dos cultos, rádios, canais de televisão e acreditem até na internet.

São poucos que se atrevem a abordar o tema com equilíbrio e sinceridade!


Crédito da charge e da matéria: http://www.igrejaemergente.com.br/

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