QUANDO A IGREJA SE TORNA UM INSTRUMENTO DE OPRESSÃO

Grandes reformadores protestantes como Martinho Lutero e João Calvino defenderam a idéia de que a verdadeira igreja do Senhor Jesus é “universal” e “invisível”, formada por todos os cristãos verdadeiros espalhados por toda a terra.

A idéia da invisibilidade é utilizada, porque não se pode ver a condição espiritual dos corações das pessoas, por isso a igreja invisível é a igreja como Deus a vê e não como os seres humanos a vêem.

É claro que a igreja de Cristo tem seu aspecto visível, especialmente quando institucionalizada.

Porém, não se pode afirmar que todos os membros da igreja visível são salvos, pois conhecer o coração das pessoas é um atributo exclusivo de Deus.

Quando a Bíblia usa a expressão “Reino de Deus”, sua aplicação principal é em relação ao “domínio que Deus exerce nos corações das pessoas”.

Este domínio espiritual e invisível é que forma a igreja invisível.

Quando certa vez Jesus foi interrogado acerca da vinda do Reino de Deus, Ele disse: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior.

Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali!

Porque eis que o Reino de Deus está entre vós” (Lucas 17.20,21).

Mesmo cientes desse aspecto invisível da igreja de Cristo, não podemos jamais retirar o valor da igreja visível, institucionalizada, pois ela é um instrumento poderoso de Deus para congregar a igreja invisível e todas as demais pessoas desejosas em conhecer a mensagem soteriológica.

Entretanto, longe de criticar a existência da igreja física e visível, pois a considero uma necessidade, desejo incentivar uma reflexão acerca da possibilidade da igreja visível estar sendo utilizada como “instrumento de opressão”, quando, na verdade, ela deve servir como “instrumento de bênçãos” a todos.

O judaísmo farisaico, da época em que Jesus exerceu seu ministério terreno, procurava impor um “domínio religioso” sobre as pessoas, domínio este criticado por Jesus que disse: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23.4).

A opressão religiosa era tamanha que impedia as pessoas de viverem uma verdadeira religiosidade que os aproximasse de Deus.

Jesus repreendeu escribas e fariseus da sua época dizendo: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o Reino dos céus; e nem vós entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mateus 23.13).

Infelizmente esta “perniciosa prática religiosa” ainda se repete nos dias atuais, todavia com “novas roupagens”.

A opressão legalista ainda impera em muitas igrejas institucionalizadas.

O “abuso do poder eclesiástico” e “abuso da autoridade eclesiástica” têm se tornado práticas costumeiras.

Muitas igrejas físicas deixaram de se tornar um local agradável, para onde as pessoas oprimidas pelo mundo poderiam se dirigir para buscar alívio, tendo sido transformadas em verdadeiras “prisões de almas”, onde as pessoas se tornam cativas ao invés de libertas.

Mas a mensagem do Evangelho de Cristo é libertadora, pois oferece a todos a oportunidade de servirem a Deus, assumindo a responsabilidade por seus próprios atos, livres do controle e opressão de atitudes humanas ditatoriais e egoístas.

Paulo disse aos irmãos gálatas: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5.1).

Mas acima de tudo isto, o Espírito Santo ainda procura fazer arder nos corações de todas as pessoas a esperança libertadora do Evangelho, oferecida pelo Senhor Jesus que disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30).

Pr. Jorge Carvalho – Lages/SC.
http://cosmovisaocrista-arquivo.blogspot.com/


Opinião do Blog:
Tem gente que adora ser zumbi, deixa a Bíblia em segundo plano, a prioridade é resolver-se com seu líder, ele estando certo ou errado, agradá-lo trás paz e uma sensação de dever cumprido com Deus.

Não tenho duvida, logo terão o que merece!

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