S a c r i f í c i o s

Aos católicos cabe o sumo sacrifício, feito através da missa que é a própria re-alização da morte de Jesus. Isso quando promessas doloridas não são cumpridas a fim de alcançar alguma “graça”.

Aos muçulmanos é preciso, ao menos uma vez, ir à Meca para aqueles que tem condições. Os romeiros vistos em torno da pedra sagrada não deixam engano de que não são poucos que fazem sacrifícios para ver e tocar aquele objeto sagrado.

Aos kardecistas cabe a sina de fazer a caridade. É pelas boas obras que purificam sua alma e acrescem pontos na próxima encarnação.

Aos umbandistas o sacrifício é mais palpável, cumprindo a ancestralidade da humanidade onde os deuses recebiam por oferta o melhor de cada colheita. Hoje farofas, cachaças e galinhas sujam nossas cachoeiras e encruzilhadas a fim de aplacar, acalmar ou agradecer seus deuses.

Aos evangélicos o sacrifício chama-se adoração, “sacrifício de adoração”. Para estes tudo que acontece em torno do templo e para o templo representa o seu sacrifício a Deus. Assim, sacrificam o sentir, a família e a própria vida. Tornam-se párias na sociedade vivendo num mundo paralelo, um mundo chamado “igreja” onde tudo acontece de onde vem sua música, sua piedade, sua roupa, seus livros e seu casamento.

Todos cumprem esse sacrifício em nome de Deus. E assim, mediante suas obrigações, querem ser melhores para Ele. Esperam assim alcançar um melhor coração, uma benção, um status.

Eis o cenário das religiões da Terra: todas centradas em um sacrifício mas não nO Sacrifício.

A difícil arte de ser do Evangelho reside na proporção da dificuldade do descanso. De se saber que nada há a fazer para alcançar Deus e agradá-lo. De se saber que Deus não é um reizinho mandão pronto a castigar aqueles que não fazem sua soberana vontade. Não conseguem perceber a obviedade da frase de que Deus é Amor e não justiça porque da justiça de Deus não suportaríamos a ponta de Sua Unha.

É difícil para o homem só crer.

É impossível para a humanidade só descançar.

Parece impraticável para qualquer um apenas proclamar: “eu confio!”. Ou tão somente: “minha fé está no fato de que fui achado e não de que achei”.

E o pior é que parece que, quanto mais alto o cargo do sujeito dentro da religião, menor a possibilidade para este do crer sem precisar de qualquer sacrifício de “adoração”.

Essa é a chamada do Evangelho: “vinde a mim os cansados e oprimidos”, disse Jesus.

Quem quiser venha, lance fora suas túnicas de grandiloqüências, qualidades e forças e creia para seu alívio. Apenas creia.

Você imagina-se se lançando nesse abismo louco ou você precisa de um direcionador para definir seu caminho e fé?

Reflita.

Bjão,

No Caminho onde seguimos após aquele é Todo Caminho, Toda Verdade e Toda Vida, que não elegeu nenhum outro mediador – muito menos regras de moralidade, piedade e assemelhados,

Vando
vanderenator@gmail.com
http://alexvando.blogspot.com/



Opinião do Blog:

Excelente reflexão, crer e andar, é isso.
Confiar, descansar na Graça, consciente que tudo já esta pago.
Juntar-se independente do local, em nome Dele, compartilhando assim sua Palavra com amor e sinceridade.

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