Não toca no Ungido....



Fico impressionado como pessoas se privam do direito que tem de opinar para fazerem um mundo melhor a partir do contexto em que vivem.

Os protestantes do passado se transformaram nos evangélicos de hoje, tolerantes quanto ao que é feito da igreja.

Por exemplo, conheço uma comunidade que no ano de 2007 reservou 30% (algo em torno de 150 mil) da sua arrecadação anual para verba pastoral e apenas 8% para missões.

Você acha que alguém falou algo que confrontasse o modus operandi da liderança que mantém um pastor como uma empresa mantém um executivo?

Acho que não. Também pudera, com todas as ameaças de se tocar no “ungido de Deus” acredito que poucos se encorajem a denunciar tais práticas pelo medo das ameaças da religião.

Você acha também que alguém vai "protestar" contra os milhões gastos todos os meses em mídia evangélica, alegando com isso que muitos estão se “convertendo” por tais programas que vendem mais Jesus do que o anunciam como proposta de Deus ao homem? Duvido.

Sabe o que as pessoas preferem? É o vício eclesiástico.

Elas sentem-se bem por estarem no lugar certo, na hora certa, vestindo as roupas adequadas para que possam ser vistas pelas pessoas certas.

É o clubinho da fé.

E tudo que ameaça a hegemonia da paz e conforto do clubinho evangélico é tratado como indiferença e até mesmo violência.

Quando vejo que a iniciativa evangelística é tratada como missão, fico feliz.

Porém, os meios pelos quais a mensagem é anunciada, dão-me a impressão da estratificação do Evangelho. Fico pensando nas regiões que não possuem transmissão televisiva ou sequer uma televisão para assistir o programa.

Quando penso que há lares que sequer possuem uma televisão, penso também nas favelas, na educação de crianças pobres, na saúde da população, na cultura desgraçada de uma sensualidade incentivada, nos moradores de rua largados e moribundos.

Penso que a grana gasta nesses canais que só ajudam Marco Feliciano a vender roupa e o Malafaia a vender enciclopédias e bíblias e mais, digo que seria mais vantajoso à causa evangelística que todo o rio de dinheiro arrecadado para que o “Minha Esperança” conseguisse ao ar por trinta minutos, fosse empregado na manutenção de creches, hospitais, asilos e centros de inclusão de pessoas à margem da sociedade.

Se a política é tão pragmática quanto a tratar os problemas na medida da aquisição de votos pelos governantes oportunistas; vejo programas de assistência voluntária que conseguem angariar recursos na visão de bem comum para a sociedade, como por exemplo, o “criança esperança”, “teleton” e etc...

Fazem o papel que a igreja deveria estar fazendo, sem barganhar ou esperar que o governo cumpra o seu dever para com o cidadão.

Bem, esse assunto me enfastia...

Opinião do Blog:
Show, falou simples e direto ao ponto, quem disse que não temos mais profetas? Receba ai irmão!@!



créditos: Blog dos Genésios (via)Pava Blog

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