No inicio, em Jerusalém....

Com a vinda de Cristo, o Pai não seria adorado mais em uma montanha ou templo, Ele passaria a ser adorado em espírito e em verdade, nasce à primeira religião sem templos, nasce à primeira religião sem objetos sagrados, pessoas sagradas, espaços sagrados.

Ao comentar sobre o tema, o escritor americano Frank Viola, acrescenta:

“Os primeiros cristãos não edificavam templos sagrados de adoração. A fé Cristã nasceu em casas, fora de pátios, ao longo das margens de estradas e em salas de estar, cada crente reconhecia que ele mesmo era um sacerdote diante de Deus “¹.

Eliminaram os sacrifícios, porque entendiam que o sacrifício verdadeiro e final que era Cristo, havia prevalecido, portanto os únicos sacrifícios que ofereciam eram sacrifícios espirituais de louvor e gratidão.

A vinda do Espírito Santo no dia de pentecoste marca o começo da vida da igreja (Atos 1:8)². Assim, lendo o livro de Atos, entendo que nasceu desde o inicio em Jerusalém, uma igreja simples, porém forte. Tinham tudo em comum e por um tempo isto funcionou bem.

Eles não criam que pertencessem a uma nova religião, a maioria dos novos crentes haviam sido judeus por toda vida e continuavam sendo.

Sua fé não consistia em uma negação do judaísmo, mas consistia antes em uma convicção em que o Messias havia chegado.

Criam e pregavam que em Jesus cumpriram-se as promessas feitas a Israel.

Pouco se falava da morte de Cristo, muito se falava de sua ressurreição e sobre a nova era que por Ele fora inaugurada.

As Boas Novas espalhava-se de forma surpreendente, quanto mais perseguidos, mais crescia e multiplicava o rebanho de Cristo.

Sem maldade, coincidentemente hoje também se fala muito pouco da morte e ressurreição de Cristo sem vincular algo diferente para validar seu ato, ou seja tudo tem um acréscimo, antes era o sacrifício para a salvação da humanidade, para a libertação do intermediador, hoje é para a conquista da terra, do poder da glória de andar com um carro do ano, um rolex no braço, um dente de ouro na boca, etc...

Sinais e maravilhas eram comuns, todos eram alcançados e confortados, eram homens que viveram em unidade a aprenderam a respeitar as diversidades, assim foi o inicio da Igreja em Jerusalém!

Nada em comum com o que conhecemos hoje, o púlpito não era o lugar mais importante, o pastor não era a pessoa mais importante, ninguém era de Pedro nem de João nem de Tiago, todos eram de Cristo, a prioridade era levar o evangelho a lugares onde ainda não era conhecido, nas sinagogas, nas praças, etc...

Aramis C De Barros, escreve em seu livro, Doze Homens, Uma Missão:

“A Igreja de Jerusalém era apenas uma reunião um ajuntamento de crentes, todos eram incluídos, mesmos aqueles que ainda não tinham aceitado a mensagem da cruz”³.

Pensem nisto...

¹ Frank Viola, O Edifício da Igreja Herdando o complexo de Edifício, p. 15
² V. Bíblia Almeida 21, p. 1095
³ Aramis C. De Barros, Doze Homens, Uma Missão, p. 41


Marcelo eee Eunice / Caminhando na Graça, de graça!

Um comentário:

Danilo Miguel disse...

Prezado irmão,
Graça e Paz!

Estou indicando seu blog para o selo "Melhores blogs". Dá uma passada no Sem forma! e confira.

Em Cristo,

Danilo Miguel
semforma.blogspot.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...