UMA CAMPANHA PARA MUDAR A IGREJA

Por: Pr.Geremias do Couto



É uma proposta simples para que as igrejas, independente de sua filiação denominacional ou autonomia, suspendam certas práticas durante pelo menos um ano e depois parem para avaliar em que elas melhoraram, onde progrediram, ou se, ao contrário, houve algum retrocesso. Acho a última hipótese improvável, mas é um direito que cada igreja tem de fazer a própria avaliação. Caso o progresso seja percebido, aconselho que a suspensão seja mantida, pois o Reino de Deus só terá a ganhar.


Às propostas:

1. Deixe de promover eventos festivos um atrás do outro, que acarretam enormes despesas à igreja e pouco resultado trazem à vida espiritual dos crentes e à evangelização, mas não abra mão dos cultos "normais", onde todos podem ser edificados mutuamente. Aqui a comunhão pode ser experimentada em sua dimensão mais profunda.

2. Pare de criar nomenclaturas para definir um culto do outro, como, por exemplo, "culto da vitória", "culto de libertação", "culto de avivamento", "culto da virada" etc., pois culto se presta a Deus de acordo com os elementos descritos no Novo Testamento, e todos eles, quando prestados de fato ao Senhor, cumprem todas as finalidades bíblicas.

3. Reprograme as atividades extra-cultos em sua igreja, entre elas os ensaios dos diferentes departamentos musicais, para não correr o risco de um ativismo improdutivo e ter os horários de tal maneira ocupados com tantas programações que o tempo para o verdadeiro culto a Deus seja escasso, trazendo sérios prejuízos espirituais à vida dos crentes.

4. Tome a decisão radical de não convidar cantores famosos para "abrilhantar" os festejos da igreja (até porque estes em grande parte já não mais farão parte do calendário, pelo menos por um ano) e você descobrirá quantos talentos escondidos na própria igreja poderão ser aproveitados, sem custo algum, nos cultos regulares ou em outro evento extremamente indispensável. Além disso, se não houver demanda, os cantores (sem cair no terreno da generalização) deixarão de cobrar os elevados cachês e, quem sabe, aprendam a ver o que fazem como ministério e não como profissão.

5. Não deixe também de valorizar o cântico congregacional. Uma igreja que adora a Deus unida pode experimentar a vida comunitária com muito maior comunhão e proveito do que aquela em que os membros são meros assistentes de culto. Vêm e vão sem nenhum comprometimento com a vida comunitária.

6. De igual modo, pare de convidar pregadores renomados, os quais seguem a mesma linha dos cantores "profissionais" e chegam nas igrejas com os DVDs (ou CDs) da mensagem ainda a ser pregada já prontos para serem colocados à venda na porta da igreja por um preço bem módico. Quem sabe eles (sem cair também no terreno da generalização) da mesma forma aprendam e passem a servir e não buscar serem servidos.

7. Na ausência dos pregadores que não serão mais convidados, pare de "encher linguiça" durante os cultos, não mais ofereça "capim seco" às suas ovelhas, mas prepare-se para a cada culto ter sempre uma nova mensagem bíblica, cristocêntrica, sem apelar para os conhecidos e já surrados chavões, que alimente o povo e lhe aguce o desejo de voltar nos próximos cultos.

8. Pare de valorizar o formalismo da oração, que envaidece o coração farisaico, mas ensine a sua igreja o que significa orar e torne isso parte do metabolismo espiritual dos crentes de maneira que a oração, a conversa com Deus, profunda, livre e sincera, permeie tudo quanto a igreja faça.

9. Pare de promover eventos evangelísticos, mas faça com que a igreja encarne a paixão pelas almas e passe a empregar o velho (mas sempre novo) evangelismo pessoal como meio de alcançar os perdidos para Cristo. Uma boa maneira maneira é estimular a cada um para que se comprometa a orar, fazer amizade e convidar os seus parentes, amigos e vizinhos com regularidade para que assistam os cultos e ouçam a Palavra de Deus, Não é preciso ir longe. O campo está perto de cada crente. Saiba que 99% das pessoas que frequentam a igreja, hoje, foram trazidas por alguém e não por um "programa".

10. Valorize os cultos nos lares, de maneira sistemática, sem se preocupar com nomenclatura. A igreja primitiva se reunia no templo e nas casas e a maioria absoluta das igrejas existentes tiveram início em reuniões familiares.

11. Pare de fazer conchavos políticos e buscar os favores de candidatos para esta ou aquela atividade. O custo não vale a pena, compromete a voz profética e gera insatisfação entre os crentes. A melhor coisa que uma igreja faz é realizar as suas atividades com a própria receita. Quem quiser contribuir, que o faça em oculto, quando os diáconos passarem com as salvas ou quando os crentes forem chamados ao gazofilácio.

12. Resista a tentação de não cumprir as propostas acima. Sempre haverá os insatisfeitos que forçarão a barra. O risco é grande de você quebrar o compromisso, mas a perseverança é companheira dos que querem alcançar os seus objetivos. Portanto, siga em frente, olhando apenas para Jesus. Você não será decepcionado.

Conclusão

Posso afirmar com segurança, que, com essas decisões, entre tantas outras que podem ser tomadas, sua igreja, ao final de um ano, terá progredido muito mais em todos os sentidos do que se você insistir com esse sistema carcomido que muito aparenta, mas pouca eficácia tem para a igreja como corpo vivo de Cristo na terra.

Experimente e depois nos conte.

HOJE TEM ESPETÁCULO? TEM SIM, PASTOR!

Por: Roberta Lima do Blog:Meninas do Reino Dica do Genizah



Fico me lembrando dos circos das épocas de criança nos quais o animador de auditório ou algum palhaço dirigia-se ao público perguntando a célebre frase: “hoje tem espetáculo?” ao que o coro respondia: “tem sim senhor”


Se transmitirmos nossa imaginação para os cenários de muitas de nossas instituições religiosas, talvez ouçamos a mesma pergunta sendo a nós dirigida por um animador, ops, pastor ou ministro de louvor.


Quantos de nós não estamos acostumados a proclamar aos nossos irmãos sentados ao lado (é preciso sempre interagir não é mesmo? Nada de ficar quietinho – isso é coisa de “crente iceberg” diz um famoso pregador e conferencista internacional)...enfim, precisamos proclamar ao nosso irmão do lado que o culto, ou seria espetáculo? Será sobrenatural, se prepare meu irmão(a), depois dessa noite sua vida NUNCA mais será a mesma, após a oração forte de nossos ungidos TODA maldição estará quebrada (esqueceram de contar isso para Jesus que se esvaziou na cruz, carregando TODA a nossa DOR e MALDIÇÃO)


Prossigamos com o espetáculo, ops, perdoe-me novamente, culto.


Após a interação com os irmãos e algumas repetições do jargão evangeliquês, chega a hora da coreografia (todos juntos, por favor! E se você não faz direito – ai, ai, ai irmão; é sinal que não está sendo frequente em nossos cultos).


Assim se passa o tempo do “louvor” e agora que a platéia, ops novamente, as ovelhas estão bem receptivas, é hora da palavra ou dos testemunhos.


Os testemunhos são um caso à parte no show gospel, ops, perdoe-me, não sei o que está acontecendo comigo, fico confusa as vezes. São todos autocentrados, antropocêntricos, valorizam a mentalidade de gueto, somos os melhores, os intocáveis, outro dia ouvi um tristemunho, ops, testemunho, em que a senhora estava toda feliz por ter ido trabalhar numa empresa onde só trabalham crentes.


Sugiro que alguns desses irmãos ungidos e separados que não querem se contaminar com as coisas deste mundo planejem um protótipo de “foguete de Noé” e escolham algum planeta desabitado para lá dominarem como sacerdócio real e nação santa. Teremos a gospelândia pura e imaculada.


Após os testemunhos, você poderá ouvir uma ameaçadora palavra sobre dízimos e ofertas e se sentirá muitas vezes num assalto à bíblia armada com versículos vetero-testamentários obviamente.


Depois de lidas todas as maldições e proclamadas todas as bençãos aos fiéis não roubadores de Deus, vem o show-man, ops, pastor, com a GRANDE REVELAÇÃO da noite.


Logicamente a grande revelação não pertence ao NOVO TESTAMENTO, é envolta em rituais, sacrifícios, correntes, propósitos, TUDO para garantir que “determinando com fé” sua benção será garantida (caso não venha, não prometemos seu R$ de volta, a incredulidade do seu coração é que lhe roubou o agir do Senhor – penso no pobre Jesus na cruz novamente)


E assim rola a palestra motivacional, quer dizer, a pregação, cheia de textos fora de seus contextos, regada a muitos “aleluias” e “glórias à Deus”, algo que deixa consumidores, ops, ouvintes arrebatados e verdadeiros discípulos nauseados.


O ápice de tudo é o “apelo” ou seria APELAÇÃO? Emocionalismo barato, promessas de soluções imediatistas, tem horas que penso que vão esfregar a bíblia e de lá sairá o gênio da lâmpada mágica.


Venha e receba: TUDO! TODA A SOLUÇÃO! NESTA NOITE! COM ESTA CHAVE DA VITÓRIA! COM ESTA ROSA BRANCA! COM ESTE LENÇO UNGIDO!


Paro por aqui, preciso me levantar...o espetáculo é demais para mim!!!!


Me perdoem a acidez, mas estou farta desse pseudo-evangelho sem cruz, sem Cristo e sem GRAÇA (em todos os sentidos)


Cansei da barganha, cansei do entretenimento, cansei das campanhas, cansei de só ouvir velho testamento.


Faço um apelo aos irmãos sinceramente enganados pelo espetáculo gospel: leiam a bíblia, estudem a palavra, tenham intimidade com o ABA.


Finalizo com um pensamento do incrível John Stott:

“Quando vou à igreja, tiro o chapéu, não a cabeça.”

No amor Daquele que nos ensina em TODAS as coisas.

Eu Não Evangelizo !

Por: Lion oF Zion



Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.


Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.


Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.


Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.


Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.

Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.
Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.
Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.

Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.

Detetive Gospel

Fonte: Nani e a Teologia

Um crime está acontecendo neste exato momento no Brasil. Desta vez, a vítima é o verdadeiro Evangelho!

Seja um Detetive Gospel e descubra quem é o terrível assassino, qual arma sórdida está sendo utilizada e em que local esta atrocidade está ocorrendo.

Com vocês, as cartas do Detetive Gospel:


clique na imagem para ampliar

É pra pensar....



A verdade [bíblica] faz-nos temer somente ao nosso Deus, deixando de temer as críticas dos homens e fazendo-nos perder qualquer interesse nos seus aplausos.
Dave Hunt, escritor e pesquisador cristão.

“O erro gera o erro, a heresia gera a heresia, e sempre em nome da verdade, sempre em nome do evangelho”.
Walter Martin, fundador do Christian Research Institute


A maioria dos crentes não acredita que a Bíblia diz o que está escrito: acreditam que ela diz o que eles querem ouvir.

“Nós somos pagãos por natureza. Ou nossa religião nos transforma, ou iremos transformar nossa religião para corresponder às nossas simpatias”.
Michael Scott Horton é professor de Teologia e Apologética no Seminário de Westminster Califórnia.

“A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora, ela é um cruzeiro recrutando pessoas promissoras.”
Leonard Ravenhil (1907- 1994) evangelista e autor cristão

"Quando há algo na Bíblia que as igrejas não gostam, elas o chamam de ‘legalismo’. Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, Ele nunca teria sido crucificado."
Leonard Ravenhil, (1907-1994) foi um evangelista e autor cristão

Extraído do blog Picaretólogos

O maior fracassado do mundo segundo a ótica dos teólogos da prosperidade.

Por: Renato Vargens



Para os teólogos da prosperidade o apóstolo Paulo pode ser considerado o mais fracassado ministério de todos os tempos.


Ele não foi rico, não possuiu grandes propriedades, não teve carros, cavalos e barcos, não morou em mansões, nem tampouco possuiu ouro, prata e riquezas. Para piorar a situação, o apóstolo aos gentios, recebeu dos judeus cinco quarentenas de açoites, foi açoitado com varas, apedrejado, sofreu três naufrágios, passou uma noite e um dia no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos com os patrícios, em perigos com os gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além disso ele foi preso algumas vezes, lançado em cárceres fétidos e mal cheirosos, tendo morrido na mais profunda miséria.


Para os defensores da teologia da prosperidade Paulo não estava na visão e por não possuir a unção de Deus morreu a mingua.


Pois é, pobre Paulo, miserável Paulo, não pode ser comparado aos apóstolos de hoje que são homens "ungidos" além de proprietários de jatinhos e mansões e milhões.


Pobre que nem Paulo, só um tal de Jesus de Nazaré.



Pense nisso,

TÚ vai morre ôôÔ infeliz...



Vendo este vídeo me recordei de uma saia justa que passei a cerca de 20 anos atrás...

Um “profeta” revelou que em breve eu iria bater com as botas e que eu não era uma pessoa de “Deus”

Confesso que por uns instantes fiquei meio triste com aquelas palavras, mais em nenhum momento tive medo ou raiva daquele que declarava tal sentença sobre a minha vida.

Também não entendi o que rolou, porque sequer conhecia aquela figura, desconfio que meu jeito “frio” de ser, foi à dica para o “profeta” não ir muito com minha cara.

Pouco tempo depois dessa rajada de zica sobre mim, recebi a informação que esse "ungido" largou a esposa e fugiu com uma obreira daquela igreja

Não me alegrei com isto, mas uma coisa é certa...

Êxodo 20:7 diz:

“Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”

Não da para contar o numero de crentes que usam o nome de Deus de maneira leviana, são ministros e ministérios que põem na conta do Todo Poderoso suas loucuras e bizarrices.

Exaltam-se, enriquecem-se, assumem o papel de intermediadores especiais, dotados de técnicas reveladas do trono de Deus para “facilitar” a vida das pessoas, que por outro lado sujeitam-se cada vez mais aos homens e cada vez menos a Deus.

Dominam pela língua e emoções, corrompem a fé, esquecem da humildade e da necessidade real espiritual das ovelhas.

Corra destes lideres, não assista a seus programas de TV, não entre em campanhas barganhando a benção de Deus sobre sua vida, não vote neles e nem freqüente suas igrejas (procure uma que tenha um pastor sério e temente a Deus, ainda tem vários arraiais que preservam o respeito pelo Nome do Senhor...

Abraços e boa semana a todos



Marcelo e Eunice

O que semeia contenda entre irmãos

Fonte: Verdadeiro Evangelho






Provérbios 6: 16-19

16 – Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:

17 – Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,

18 – O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,

19 – A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

A benção de ser um derrotado

Fonte: Ovelha Magra Via: Bereianos



Por Pablo Massolar


Ninguém gosta de perder... A perda sempre gera momentos de dor, angústia, frustração, insegurança em relação ao futuro e quase nunca estamos preparados emocionalmente para perder, seja pela surpresa, pelo inesperado que nos atropela de repente ou por precisar abrir mão de algo importante.

Numa sociedade viciada em ganhar, onde, desde muito pequenos, somos adestrados e incentivados a agir sempre competitivamente em todas as coisas, aprendemos que somente os fracos perdem.

Em tempos como os que vivemos, a derrota parece ser o não sucesso, o não se sobressair tanto no mercado de trabalho como na conquista de uma pessoa desejada, não alcançar algo que se quer ou perder para alguém mais forte, aparentemente melhor preparado que a gente.

Não é tão incomum, e aliás está se tornando uma doença crônica que vai se alastrando incontrolavelmente, ouvir até mesmo os ambientes religiosos reproduzindo o velho discurso a favor da "vitória" a qualquer custo.

Mesmo que para isto seja preciso abrir mão do bom senso, do Evangelho puro e simples ensinado por Jesus, não como um meio de ganhar tudo o que se quer ou se deseja, mas, mesmo na aparente derrota, encontrar o caminho da consciência pacificada de que todas as coisas cooperam sempre para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo um propósito infinitamente maior do que perder ou ganhar.

Até mesmo a perda ou o não ser atendido na petição que fazemos se torna motivo de glória e livramento incontáveis vezes. Na perspectiva do Reino nem sempre os "vitoriosos", os "fortes" ou aqueles que chegam em "primeiro lugar" cheios de "honras" herdarão a terra.

Tenho visto uma geração inteira dentro dos templos/mercados pagando, e pagando muito caro, alguns dão o que não podem para tentar se tornar "vitoriosos" segundo as suas próprias perspectivas viciadas e distorcidas. Dão ofertas/oferendas generosas, fazem pactos, propósitos, compram o favor das entidades ou das forças e elementos da natureza afim de se tornarem imbatíveis.

Querem fechar o corpo, ganhar força e poderes sobrenaturais para jamais perderem. Como se fosse possível, tentam até mesmo comprar o "in-comprável", acham que Deus é um negociador que distribui bens, fortuna e sucesso em troca de moedas, sacrifício ou serviço abnegado. Eles até ganham alguma coisa, conquistam lugares, pessoas, situações e demandas, mas acabam perdendo o essencial da vida. "Ganham" sempre, mas ganham sem paz, sem alegria, sem sabor e sem verdade.

Precisamos entender que nossa limitada e frágil humanidade, nossa derrota diante das vitórias que provocam mais mal do que bem, na verdade, é uma bênção. É exatamente a capacidade de perder que nos faz crescer para a vida. A perda não é sinal de fraqueza, mas sim de força pois é neste momento que a consciência de que não somos indestrutíveis cresce ou que nossa aparente força nada é, que descobrimos o dom do quebrantamento.

Por incrível que pareça, o poder de Deus em nossas vidas se aperfeiçoa mesmo é na fraqueza, no reconhecimento de que o controle de todas as coisas é somente Dele. Perder ou ganhar, neste sentido tanto faz, é só mais um aprendizado.

A arrogância dos "vencedores" e dos "poderosos" é, de fato, a anti-vitória. Quem ganha sempre forçado ou comprado, está acumulando para si próprio uma perda irrecuperável, a destruição dos valores fundamentais da vida, da segurança de passar pelo vale da sombra da morte sem temer mal algum porque a presença Daquele que habita o coração dos quebrantados e humildes o acompanha.

Não! Eu não quero ganhar sempre, decretado, comprado ou profetizado... Ganhando ou perdendo, vou seguir minha vida habitando com Aquele que me faz mais do que vencedor até mesmo nas derrotas que me sobrevém, sendo seguido pela bondade e pela misericórdia todos os dias da minha vida.

Eu não sei se amanhã eu vou ganhar ou perder, a única certeza que está viva e pulsante no meu coração, todos os dias, é que eu sei em Quem tenho crido e sei também que Ele é fiel e poderoso para me guardar até mesmo no dia da derrota, no dia mal.

O Deus que chamou para junto de si os fracos e sobrecarregados te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Fica esperto....




Opinião do blog:

Foi dada a largada, as igrejas enchem de homens com aparência de ovelha, papo de ovelha mais um só objetivo, conquistarem votos

Os lideres de Gezuis, esbanjam seu gado, são milhares de zumbis prontos para irem as urnas prestigiar quem for indicado por "eles" (que o faz em troca de que? $$)

Não precisamos de conchavos, acordos que só tem servido para desviar o povo da verdade simples do evangelho

Precisamos sim, termos mais seriedade e respeito com as coisas de Deus.

Abra os olhos, não votem em candidatos que sobem em nossos púlpitos !

Abraços

Marcelo e Eunice


Imagem extraída do blog Aprender a Amar

DUAS MARCHAS

Fonte: /pabloosilva


Mais um dia na Marcha para Jesus

Fonte: Uma estrangeira no mundo






Um dia após a marcha para Jesus 2010 em São Paulo, ficam as reflexões sobre o movimento. Mas antes, um breve relato de como foi o dia de ontem.

Estávamos um pouco preocupados em como chegaríamos ao local, estação Tiradentes do metrô, onde se inicia a marcha. No ano passado, era quase impossível andar na estação por conta do grande número de participantes. Esse ano, porém, graças a Deus a chegada foi bem tranquila.

Como no ano passado, nos posicionamos ao lado do primeiro trio-elétrico, o que leva o casal Hernandes e a elite da marcha. Qual não foi nossa surpresa quando o próprio Apóstolo Estevam leu uma de nossas faixas: “Voltemos ao Evangelho!!!”. Porém, ele não enxergou ou não quis ler o restante da mensagem: “puro e simples, o $how tem que parar”. Mas tudo bem, já é um começo!

Esse ano levamos 4 faixas, duas com a mensagem de volta ao Evangelho puro e simples, e duas com versículos bíblicos (1 Tm 6.3-10 e 2 Pe 2.1-3).

Por incrível que pareça, as faixas mais defenestradas por quem nos abordava eram as dos versículos bíblicos.

Fomos chamados até de doentes mentais, pois em nossas bíblias havia esses versículos e, aparentemente, na bíblia desses “crentes” não.

Quando as pessoas preferem dar ouvidos a homens a simplesmente ler a bíblia, vemos que a situação de muitas das igrejas ditas evangélicas é pior do que se pode imaginar, sendo apenas centros de arrecadação para crescimento próprio e de seu “papa” em particular.

Diferente do ano passado, a multidão em conjunto não nos hostilizou.
Penso até que foram instruídos nesse sentido, ficando as ofensas e ameaças em nível individual.

Mesmo grávida de 9 meses, uma garota que não gostou da faixa que eu segurava me deu um empurrão num local estratégico em minha atual situação, mas tive tempo de posicionar meu braço de modo a evitar danos ao bebê.

Meu marido chegou a ouvir que ainda iria levar um tiro na cara.
O Júlio foi ameaçado de prisão, aliás a atuação da polícia merece um parágrafo especial.

Nesse ano, resolvemos parar num posto da Petrobras (não, essa empresa não patrocinou nosso movimento! , pois havia uma viatura no local e, de certa forma, isso nos dava uma certa segurança em meio aos mais exaltados.

Porém, em certo momento se aproximou de mim um policial e uma senhora bastante exaltada, que depois vim saber que era uma pastora. Essa senhora, com contundência, me disse que era advogada, que aquela era uma passeata de evangélicos, que estávamos atrapalhando e ofendendo a passeata com as faixas (repito, versículos bíblicos conforme todos podem conferir nas fotos), que poderia nos processar, nos mandar prender, blablabla.

O policial, constrangido, me pediu para que caminhássemos ao invés de ficarmos ali parados, pois assim as pessoas que estavam reclamando com ele sobre nossa presença não o forçariam a apreender nossas faixas.

Via-se que ele tinha apenas que cumprir ordens (aliás, quem disse que ia prender o Júlio, se não me engano, era um oficial membro ou simpatizante da igreja dominante no local, mas isso o Júlio pode explicar melhor no blog O Proponente, em seu artigo sobre o assunto – eu não estava próxima quando isso aconteceu e por isso só posso especular).

Enfim, nos mantemos no local, porém sabendo que a qualquer momento as faixas seriam retiradas. Nesse interim, passou por nós a “tropa de apoio” da marcha (digo isso por serem um grupo de homens bem fortinhos, de óculos escuros, sendo que o último da tropa ficou o tempo todo olhando para nós, não sei se admirando a beleza dos nossos componentes ou se tentando de alguma forma nos intimidar).

Só sei que, um tempo depois, não havia apenas uma viatura, mas um monte de policiais e guardas metropolitanos ao nosso redor. Mas enfim, não mexeram conosco (não foi dessa vez que passeei de camburão).

Claro, também houve quem apoiasse nosso movimento, inclusive um integrante de um trio-elétrico, por incrível que pareça (ele fez sinal de positivo para nós).

Muitas das senhoras que marchavam tocavam em meu barrigão e o abençoavam, num espírito verdadeiramente cristão.

Duas meninas, de uns 12, 13 anos, vieram nos perguntar se éramos contra a marcha. Após a explicação de que não éramos contra marchas para Jesus, mas contra o uso do nome Dele de forma mercantilista, elas sorriram, concordando conosco, e voltaram a marchar felizes. Isso realmente me emocionou, não me esquecerei da carinha daquelas duas meninas, peço a Deus que dê a meu filho essa mesma consciência de querer provar todas as coisas, para ver se realmente vêm e são de Deus.

No final da marcha, uma situação meio inusitada. O pessoal de apoio veio com vassouras, dizendo para nós ajudarmos a varrer a rua (mas o fizeram de forma meio irônica, meio provocativa, “já que vocês não fazem nada, façam alguma coisa, ajudem a gente”).

Na mesma hora me dispus a fazer isso, peguei uma vassoura e passei a ajudar, pois mesmo sem ter jogado nada no chão (mal bebi, pois grávida vai ao banheiro a cada uma hora e eu não poderia me dar a esse luxo naquele dia), porém como participei da marcha, também era responsável pelo lixo deixado no local.

Iria mesmo varrer toda a rua com eles, mas acho que nesse momento se constrangeram e me agradeceram, que não precisava ajudar, que a caminhada até o final era longa, blablabla. Bom, nós nos dispusemos, pelo menos, pois ali todos somos irmãos, mesmo os que nos ofenderam, apenas vemos o Evangelho de Cristo de formas diferentes, e melhor do que faixas e camisetas é a evangelização através do exemplo de vida, através do amor, que é a linguagem de Deus.

No mais, tudo mais ou menos igual ao ano passado. Terminada a marcha, o Pablo colheu algumas entrevistas e fomos embora, felizes por saber que alguns dos que leram nossas faixas e camisetas serão importados pelo Espírito Santo de Deus a buscar nas Escrituras a Verdade, e assim se abrirá o caminho para que realmente venham a ser homens e mulheres livres de todo o jugo religioso, que só serve para manter no poder e enriquecer os “papas” locais. O Evangelho puro e simples de Jesus nos traz a Graça, de graça: nos traz a liberdade.

Que Deus abençõe e capacite aos que, corajosamente, estiveram esse ano na marcha: Vinicius e sua esposa Regiane do blog Refletindo a Graca, Alex Martins, Ailton e sua noiva Daniele, Tiago, Mambalt, Reinaldo Black (blog Tamu Junto), Laudinei blog Exemplo Bereano, Julio (blog O Proponente, Pablo Silva canal de video Joaquim Lucas (em sua 2a. marcha, mesmo antes de nascer – alguém duvida de que será protestante?) e o Paulo. Se não citei alguém me desculpe, parece que houve pessoas que ajudaram a carregar as faixas e depois saíram, mas Deus não se esquece de vocês jamais. Sentimos muito a falta do Vitor Cid, do Diogo Bocchio, , da Mayara, da Sandra, da Rose, do Sergio, de pessoas que, por vários motivos, não puderam participar, embora houvesse o desejo no coração. Mas fiquem tranquilos, ano que vem tem mais!!! (o bom seria marcharmos todos unidos apenas por Cristo, mas a bíblia diz que nos últimos tempos muitos apostatarão da fé, que a iniquidade vai crescer, que surgirão falsos cristos e falsos profetas, então a tendência, infelizmente, não é de melhora em tão curto tempo).

Que Deus possa levantar homens e mulheres com ousadia nos quatro cantos do país, para que proclamem o verdadeiro Evangelho, que não é obtido a preço de prata ou ouro, pois já foi pago pelo sangue derramado por Cristo na cruz.

Obs1.: aguardem em breve o vídeo produzido por Pablo Silva.

Obs2: o Apóstolo Estevam Hernandes disse, em reportagem do portal Guia-me, que em número éramos insignificantes em relação à multidão que marchava. Concordo plenamente, nesse quesito, com o apóstolo. Afinal, somos insignificantes mesmo, e se alguma coisa acontecer a partir do nosso protesto silencioso, toda a honra e glória será apenas para Deus.
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