Os de Belém...



Na cidade onde Cristo nasceu não tinha lugar para acolhê-Lo, nem em hospedaria, nem em casas, as portas estavam fechadas e a estrebaria foi o lugar onde Ele nasceu...

Já algum tempo, lendo o blog púlpito cristão, deparei-me com uma reflexão que marcou demais, fala de um Cristo diferente daquele pregado pela maioria das igrejas, um Cristo que nasceu em numa manjedoura emprestada, pregou em um barco emprestado, entrou em Jerusalém em uma jumenta emprestada, celebrou a ceia em uma casa emprestada e foi sepultado em um sepulcro emprestado, porém uma coisa era Dele, a Cruz!

Acrescento a este texto o seguinte... Até a roupa que usava, Ele permitiu que Lhe tirassem. Nu, pediu ao Pai que os perdoassem.

Belém era conhecida como a cidade do pão, que ironia, a cidade do pão não tinha lugar, espaço, pousada para o Pão da Vida

E nós, temos dado um espaçinho para Ele em nossas vidas? Ou fazemos como os Belemitas, fechamos as portas, pois em nossa casa, família e corações já não há mais vagas...

Interessante que no templo em Jerusalém, os religiosos fecharam os olhos para aquilo que previa as Escrituras (a vinda de Cristo), não era conveniente reconhecê-Lo, nem sequer cogitaram esta possibilidade, o lucro que tinham com os negócios do templo não podia ser ameaçado, assim apesar de ocuparem bom tempo de suas vidas realizando as liturgias do templo, tinham já há muito tempo deixado de lado a Fé genuína

Já o povo, sonhava com um libertador diferente, com pompas, referencias e apto a derrotar as forças de ocupação Romana, devolvendo a eles o controle de Israel, porém a revolução que Cristo propunha era diferente, começava não com armas, cavalos, soldados e políticos, mais dentro dos corações, pensamentos e intenções de cada um.

Na sinagoga de Nazaré, aonde fora criado, Cristo foi expulso e arrastado para fora da cidade até o cume de um monte, aonde queriam matá-Lo (o detalhe é que Ele era o Deus que aqueles homens diziam buscar e conhecer, Ele era o Dono de tudo, além de não O reconhecerem ainda tentaram matá-Lo)

Sabe amigo, às vezes perdemos Cristo no caminho, arrastamos Ele para fora de nossos corações, para fora de nossas vidas, para fora de nossos planos, dizemos conhecê-lo, oramos, jejuamos, pregamos, dizimamos, não perdemos culto, ocupamo-nos com as obrigações do templo, somos solidários, bondosos, mais, como os Belemitas e os religiosos da sinagoga de Nazaré e do Templo de Jerusalém, não temos um lugar digno para Ele em nossa vida, o maior sintoma disso é quando somente O pão da vida não satisfaz mais, não sacia mais sua fome espiritual.

Aceitaríamos o desafio de abrirmos a porta para Ele e conseguiríamos comer só deste pão?


Na Fé

Marcelo e Eunice

Um comentário:

CARLOS HERRERA disse...

Olá Marcelo e Eunice!
Belo texto...

Jesus é o pão da vida rejeitado e repudiado...veio para os que eram seus...mas os seus não o receberam.
mas nós que por meio da graça o recebemos, deu-nos o poder de sermos feito filhos de Deus!
Abraço
cativosporcristo.blogpost.com

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